Desafios da tradução: quando costumes e culturas não podem ser traduzidos

Conheça os desafios da tradução quando o assunto é adaptar culturas e costumes

Um dos grandes desafios da tradução é realizar uma adaptação linguística precisa e adequada, que mantenha o sentido do conteúdo original. Esse tipo de trabalho é particularmente mais complicado quando envolve a cultura e/ou costume de um país que se difere bastante nesse sentido. 

Por exemplo, a cultura ocidental é diferente em muitos aspectos da cultura oriental, o que naturalmente gera um cuidado maior no momento da tradução, de modo a evitar erros e gafes. 

Por esse motivo, é essencial buscar sempre a melhor adaptação possível e ter, é claro, pleno conhecimento das culturas, costumes e idiomas envolvidos, buscando sempre a melhor equivalência de termos. 

Mas e quando não é possível buscar exatamente a equivalência de termos? 

Disso que falaremos agora! 

Quando costumes e culturas não podem ser traduzidos?

A cultura e o costume de um país são, com certeza, tópicos extremamente sensíveis e relevantes no âmbito da tradução, principalmente porque se trata de uma linha muito tênue entre a acuracidade e a gafe linguística. 

Tenha em mente que, quando culturas se chocam, as repercussões podem ser bem graves, caso a adaptação linguística não seja precisa e respeitosa – lembre-se que o sentido do termo ‘adaptação’ está ligado à compreensão do conteúdo em outra língua.

Então, a adaptação linguística deve respeitar as diversas nuances e especificidades de uma cultura ou costume.

Não à toa, parte do processo de globalização, adaptação  e localização de documentos inclui a edição e um teste das informações transmitidas, de maneira a identificar se há qualquer chance de reação negativa.

Um exemplo de quando nem sempre costumes devem ser traduzidos

Um caso emblemático de como nem sempre os costumes e culturas devem ser traduzidos foi publicado no jornal “The Economist”, em 25 de dezembro de 1993. A história conta um famoso desentendimento cultural.

Desafios da tradução: quando costumes e culturas não podem ser traduzidos

Uma loja de departamento japonesa, buscando parecer ocidentalizada, montou um mostruário de Natal grandioso que incluía um Papai Noel em tamanho real preso a uma cruz. 

Obviamente, para a maioria dos ocidentais, cristãos ou não, essa ação mostrou-se uma verdadeira afronta, passando até mesmo do limite de uma gafe cultural.

A explicação para esse equívoco, porém, está ligada ao fato de que menos de dois por cento da população japonesa é cristã. Ou seja, a falta de embasamento acerca do cristianismo levou a um erro crasso na adaptação da campanha publicitária da loja.

Sem o background cultural para reconhecer a importância da cruz, de Jesus ou até mesmo do Papai Noel, o erro inevitavelmente veio à tona – é importante ressaltar que, à época, existiam inúmeras limitações tecnológicas, o que dificultava ainda mais o acesso à informação. 

O ‘Natal’ no Japão, o “Kurisumasu”, é uma data festiva, mas que não tem o mesmo significado do ocidente, pois se resume a decoração, música e luzes festivas, deixando de lado o aspecto religioso.

Portanto, conteúdos que contêm referências a costumes que possuem um ponto de referência cultural, na maioria das vezes, não é possível realizar uma tradução. 

O papel da adaptação é, portanto, manter o termo e sentido original. Afinal, como falamos, o Natal e o “Kurisumasu” possuem significados bem diferentes para suas respectivas culturas e, assim, não devem ser tratados como datas equivalentes. 

Uma boa tradução leva em conta aspectos culturais 

Por conta justamente desse tipo de equívoco que a tradução profissional é importante, pois é fundamental levar em consideração aspectos culturais no momento de realizar uma adaptação de um conteúdo de um país para o outro.

Gostou do artigo a respeito dos desafios da tradução? Acompanhe, então, o blog da Brazil Translations para ler mais conteúdo como este.