Super câmera lenta é destaque da sony

A Sony foi a última grande marca a divulgar seus novos produtos na feira de telefonia Mobile World Congress (MWC), em Barcelona. Para marcar posição trouxe o primeiro smartphone a filmar em uma supercâmera lenta, com vídeos que rendem 960 frames por segundo –para se ter uma ideia, os vídeos convencionais trazem 30 fps.

LG anunciou como grande inovação uma tela um pouco mais comprida que o usual no G6, a Motorola lançou uma linha de celulares intermediários, o G5, e a Samsung se viu obrigada a atrasar o lançamento de seu celular premium Galaxy S8.

A câmera do Xperia XZ Premium, chamada pela marca de Motion Eye, grava e reproduz em uma velocidade 32 vezes mais lenta do que a gravação de um vídeo normal.

“A câmera é 5 vezes mais rápida que as concorrentes e o slowmotion é quatro vezes mais lento que qualquer outro no mercado”, afirma Hideyuki Furumi, vice-presidente global de vendas da Sony. Segundo ele, o aparelho estará disponível a partir de março.

O módulo de câmera conta até com uma memória integrada, independente da memória RAM do celular. Além disso, o novo sensor de 19 MP tem 19% mais pixels para capturar mais luz no resultado final.

A câmera do XZ Premium anida possui uma captura preditiva. Ela inicia automaticamente o carregamento de imagens quando detecta movimento no sensor da câmera, antes mesmo de você pressionar o botão da foto. Ele tira uma sequência de quatro disparos realizados um segundo antes do clique, para que depois você possa escolher o melhor deles. Isso funciona bem para momentos muito rápidos, como cenas esportivas.

Brasil: O país mais desconectado do mundo

Brasil: Um dos países mais desconectados do mundo

Brasil: O país mais desconectado do mundoO Brasil é um dos dez países do mundo com maior número de pessoas desconectadas, de acordo com um novo estudo encomendado pela Internet.org – iniciativa do Facebook para levar conexão de internet a populações de baixa renda e áreas isoladas – à unidade de inteligência da revista britânica The Economist. No total, 70,5 milhões de brasileiros estão “offline”, isto é, não possuem acesso a internet, seja por meio de banda larga fixa ou móvel.

A pesquisa se baseia em dados de diversas fontes, como a União Internacional de Telecomunicações (ITU, na sigla em inglês) e entrevistas com especialistas no tema. O relatório acaba de ser revelado no Mobile World Congress, maior congresso global da indústria de celulares. O evento acontece em Barcelona, na Espanha, até a próxima quinta-feira (2).

No décimo lugar do ranking, o Brasil está em melhor posição do que países muito populosos que aparecem no topo do ranking de desconectados, como Índia e China. Essas nações têm 864,7 milhões e 660,9 milhões de pessoas sem conexão de internet, respectivamente. Outros países com maior população offline do que o Brasil incluem Indonésia, Paquistão, Nigéria e México.

De acordo com o estudo, 4 bilhões de pessoas – mais da metade da população global – não tem nenhuma forma de acesso a internet. A porcentagem de pessoas offline, porém, varia bastante conforme o continente: enquanto em países da Europa, só 20% das pessoas estão desconectadas, 75% das pessoas que vivem na África não tem qualquer acesso à web.

Inclusão

O estudo também avaliou os países segundo as condições que eles oferecem para que as pessoas usem a internet e percebam seus benefícios. Os analistas avaliaram parâmetros como disponibilidade e qualidade de conexão, preço e ambiente competitivo, políticas para internet e educação dos usuários em relação à web, além da relevância do conteúdo local. Com base nessa análise, eles criaram o ranking de internet inclusiva, que considerou 75 países em todo o mundo.

Na liderança do ranking, Suécia e Cingapura apareceram com o melhor desempenho, empatados em primeiro lugar. Os Estados Unidos ficaram com o terceiro lugar, seguidos por Reino Unido e Japão. “Claramente, altos níveis de desenvolvimento econômico e social permitem o acesso a infraestrutura de rede de alta qualidade, serviços de internet com preços acessíveis, conteúdo relevante, além de favorecer o desenvolvimento das habilidades digitais”, afirmam os responsáveis pelo estudo, no relatório.

O Brasil aparece em 18º lugar no ranking de internet inclusiva, atrás de nações como Rússia, Espanha, Canadá, Coreia do Sul, entre outros.

O Brasil é citado diversas vezes no relatório de 40 páginas. Entre os fatores positivos citados está a abundância de conteúdo em português o que estimula as pessoas a usarem a internet. Outro ponto de destaque é a competição entre as operadoras de telecomunicações no mercado. A tendência é que a disputa faça o preço da conexão de internet cair e a qualidade melhorar ao longo do tempo. A pontuação do Brasil é baixa, porém, em relação ao nível de educação sobre internet. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.