Jair Bolsonaro é atacado com faca em Minas Gerais.

O candidato do PSL à presidência, Jair Bolsonaro, levou uma facada na região da barriga durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG), na tarde desta quinta-feira (6). Um suspeito foi preso.

Bolsonaro foi levado à Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora. O hospital informou que ele deu entrada na emergência por volta de 15h40, com “uma lesão por material perfurocortante na região do abdômen”.

Inicialmente, um de seus filhos, o deputado estadual Flavio Bolsonaro, afirmou que o ferimento havia sido superficial, mas exame indicou a suspeita de uma lesão no fígado. Ele foi encaminhado para cirurgia e os médicos constataram que não houve lesão no fígado, mas houve lesão no intestino. O estado de Bolsonaro é considerado estável.

Em nota, a Polícia Federal afirmou: “[Bolsonaro] contava com a escolta de policiais federais quando foi atingido por uma faca durante um ato público na cidade de Juiz de Fora (MG). O agressor foi preso em flagrante e conduzido para a Delegacia da PF naquele município. Foi instaurado inquérito policial para apurar as circunstâncias do fato”.

Fonte: G1

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Após depoimento de Marcelo Odebrecht, Planalto vê risco real a Temer se chapa não for dividida

Brazil Translations PolíticaTudo ou nada Após o depoimento de Marcelo Odebrecht à Justiça Eleitoral, o Planalto passou a ver a separação da chapa Dilma-Temer — ou, ao menos, da responsabilidade sobre as contas — como única maneira para que o presidente se salve. A avaliação é a de que a fala, respaldada pela homologação da delação no Supremo, é suficiente para a cassação do mandato caso a corte decida pela unidade da chapa presidencial. Em caso de separação, a aposta é a de que o presidente ainda pode sobreviver.

Falou e disse O depoimento também deu peso maior à fala de Alexandrino Alencar, na próxima semana. Odebrecht confirmou que as negociações de doações à chapa para cooptar apoio à aliança foram encabeçadas pelo ex-subordinado no grupo.

Tal qual Ao negar o habeas corpus de José Dirceu na semana passada, o Supremo emitiu maus sinais a Eduardo Cunha. Edson Fachin não deu seguimento ao pedido do petista porque, depois dele, Dirceu acabou sendo condenado pela Justiça Federal.

Tempo ao tempo Se o pedido de Cunha só chegar ao STF após uma provável condenação no primeiro grau, a corte pode tomar decisão semelhante — caindo por terra a possibilidade de que o ex-deputado ganhe a liberdade.

O ano começou A PGR trabalha para apresentar a segunda lista de Janot já na semana que vem. Avalia que o caminho mais simples para a abertura de inquéritos é o STF autorizar o procurador-geral a redistribui-los às instâncias judiciais competentes.

Segunda via Caso Fachin decida ele próprio quais casos vão para tribunais superiores ou para a primeira instância, além de alargar prazos, pode haver vazamentos e questionamentos, aposta um juiz envolvido na Lava Jato.

Inovação Aliados de Fernando Pimentel torceram o nariz para a decisão do STF de adiar o julgamento sobre a exigência de licença prévia para que governadores sejam processados no STJ, abrindo brecha para a formação de maioria na próxima sessão.

Mágica Para o líder de Pimentel, deputado Durval Ângelo (PT), a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, fez uma “alquimia regimental” ao adiar a sessão. O rival Gustavo Corrêa (DEM) aposta que o governador “estará afastado até o meio do ano”.

A surpreendente mudança de tom no discurso de Trump no Congresso americano

  • Presidente dos EUA, Donald Trump, faz seu primeiro discurso no Congresso norte-americano

Pelo menos por uma noite, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, colocou de lado o tom bombástico e belicoso que marcou sua campanha.

Ele agiu e soou não muito diferente do que outros presidentes americanos que o antecederam.

Em seu primeiro pronunciamento em uma sessão conjunta do Congresso americano, depois de um primeiro mês turbulento, Trump fez um discurso convencional, na forma e no conteúdo, gerando surpresa.

Ele afirmou que os Estados Unidos estavam testemunhando “uma renovação do espírito americano”.

Adotando um tom otimista e comedido, o republicano falou de “um novo capítulo da grandiosidade” do país.

Trump condenou os recentes atos de vandalismo a cemitérios judaicos e o tiroteio no Kansas que deixou um homem de origem indiana morto.

O pronunciamento, transmitido ao vivo no horário nobre da TV americana, tinha por objetivo reter a queda de sua popularidade depois de um início de mandato, no mínimo, controverso.

O teor do discurso era o mesmo – Trump defendeu novamente a construção do muro na fronteira com o México, citou as acusações (infundadas) de que imigrantes indocumentados são mais suscetíveis ao crime, falou sobre a ‘América em 1º lugar’ no campo econômico e cobrou maior comprometimento dos aliados dos Estados Unidos.

Mas, diferentemente de ocasiões anteriores, o pronunciamento foi mais suave.

Houve um momento antes do discurso em que as câmeras de TV flagraram Trump em sua limusine blindada, ensaiando o que viria a dizer. Aparentemente, a prática leva à perfeição. O republicano aparentava equilibrado, mas não petulante; enérgico, mas não forçado.

É claro que os clichês não ficaram de fora, assim como a retórica tipicamente política.

A frase “precisamos de coragem para compartilhar os sonhos que enchem nossos corações, de bravura para expressar as esperanças que atiçam nossos corações e de confiança para colocar em prática nossas esperanças e sonhos” foi um claro exemplo disso.

Além disso, como era esperado, Trump foi sutil quanto ao que pretende realizar. Nesse sentido, seu pronunciamento foi vago e generalista em relação à sua agenda.

No entanto, houve vários momentos-chave que definiram seu discurso que podem ter um impacto mais duradouro. São eles.

Saúde

Depois de gastar alguns minutos criticando o Obamacare, dirigindo-se diretamente aos democratas, Trump revelou o que pretende mudar.

Segundo o republicano, americanos com condições médicas pré-existentes devem ser capazes de obter cobertura. Trump cobrou que a transição do atual sistema para aqueles que não têm a saúde privada paga pelo empregador seja “estável”. Os subsídios para o seguro-saúde devem ser combinados com isenções fiscais e contas poupança, liberando recursos isentos de impostos para serem gastos com despesas médicas, acrescentou ele.