Hydro Alunorte anuncia suspensão de 100% das atividades em Barcarena e Paragominas

A refinaria de alumina Hydro Alunorte anunciou nas primeiras horas da manhã desta quarta-feira (3) que suspenderá temporariamente 100% de sua operação nos municípios de Barcarena e Paragominas, no Pará. A Alunorte está operando com 50% de produção desde março, após ser denunciada pelo despejo irregular de resíduos em rios e igarapés, causando danos ao meio ambiente e à população local.

Os incidentes ocorreram nas dependências da Hydro Alunorte nos dias 16 e 17 de fevereiro. Chovia bastante na época e a empresa decidiu despejar efluentes não tratados no leito do rio Pará para diminuir a pressão e o volume de água de chuva sobre o Bacia de Rejeitos (DRS 1).

Segundo a empresa, a decisão de suspender as operações foi tomada após verificar que a área de depósito de resíduos de bauxita 1 (DRS1) está próxima de atingir sua capacidade. A Hydro atribui isso ao embargo, que impediria o uso do filtro prensa e da recém-desenvolvida área de depósito de resíduos de bauxita (DRS2), que representam um investimento de mais de R$ 1 bilhão.

Ainda segundo a Hydro, devido ao embargo, a refinaria foi forçada a operar apenas o DRS1, que foi originalmente planejado para ser encerrado. O tempo útil do DRS1 está chegando ao fim mais rápido do que o previsto, fazendo com que a Alunorte suspenda suas operações.

Fonte: G1

Saneamento brasileiro

Brasil ainda joga 55% do esgoto que coleta na natureza, diz estudo.

 

O estudo aponta que 55% de esgoto são despejados diretamente na natureza, o que corresponde a 5,2 bilhões de metros cúbicos por ano ou quase 6 mil piscinas olímpicas por dia.

Ele é feito com base nos dados mais recentes do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), que se referem ao ano de 2016. Eles foram divulgados apenas neste ano.

Os números indicam que o saneamento tem avançado no país nos últimos anos, mas pouco. Veja os destaques:

  • Em 2016, 83,3% da população era abastecida com água potável, o que quer dizer que os outros 16,7%, ou 35 milhões de brasileiros,ainda não tinham acesso ao serviço. Em 2011, o índice de atendimento era de 82,4%. A evolução foi de 0,9 ponto percentual.
  • Quanto à coleta de esgoto, 51,9% da população tinha acesso ao serviço em 2016. Já 48,1%, ou mais de 100 milhões de pessoas, utilizavam medidas alternativas para lidar com os dejetos – seja através de uma fossa, seja jogando o esgoto diretamente em rios. Em 2011, o percentual de atendimento era de 48,1% — um avanço de 3,8 pontos percentuais.
  • Apenas 44,9%do esgoto gerado no país era tratado em 2016. Em 2011, o índice era de 37,5% — uma evolução de 7,4 pontos percentuais.
  • Historicamente, os números de esgoto são piores que os de água no país por conta da falta de prioridade nas políticas públicas, maior custo de investimento e de dificuldade nas obras, entre outros motivos.
  • Por isso, mesmo tendo apresentado a maior alta entre os indicadores, o acesso ao tratamento no país continua baixo, já que o esgoto que não é tratado é jogado diretamente na natureza, causando problemas ambientais e sanitários.
  • “No caso do tratamento de esgoto, houve um pouco mais de um ponto percentual de alta por ano. Se considerarmos que não chegamos nem nos 50% de atendimento, estamos falando de mais de 50 anos [para universalizar]. Isso é inaceitável. É muito tempo para ter essa estrutura tão essencial, que é a do saneamento”, diz Édison Carlos, presidente executivo do instituto.
  • O ritmo lento ainda vai de encontro a compromissos assumidos pelo país tanto em políticas públicas nacionais, como os do Plano Nacional de Saneamento Básico, como internacionais, como os assinados na Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável, em 2015. O país se comprometeu a, até 2030, universalizar o acesso a água potável e “alcançar o acesso a saneamento e higiene adequados e equitativos para todos”.

Fonte: G1

Criatura peluda misteriosa aparece em praia nas Filipinas e intriga moradores

Uma criatura marinha “peluda” de seis metros de comprimento foi levada pela maré para uma praia da Ilha de Dinagat, nas Filipinas.

O visitante misterioso tem intrigado os moradores. Algumas pessoas acreditam se tratar de uma nova espécie, mas os especialistas não estão convencidos.

Lucy Babey, gerente de ciência e conservação da Orca – uma organização de conservação de baleias e golfinhos baseada no Reino Unido – afirma que é a carcaça de um animal morto, provavelmente uma baleia.
“Definitivamente é uma criatura marinha em avançado estágio de decomposição”, disse Babey ao programa BBC Newsbeat.

“A carcaça mede cerca de seis metros de comprimento, mas isso obviamente não é toda a carcaça – não há cauda, por isso o animal seria maior. Isso sugere que era provavelmente uma baleia”, acrescenta.

‘Poderia ser um peixe-boi’

Segundo ela, há numerosas espécies de baleias nas Filipinas, como a baleia azul, a jubarte e a minke. Mas lá existem também manatins, mais conhecidos como peixes-bois. Esta seria outra explicação possível para a carcaça encontrada no mar.

“Infelizmente, este animal encontra-se em estágio avançado de decomposição para a gente ser capaz de fazer uma identificação confiável”, explica Babey.

Baleias e peixes-bois não são peludos, mas Babey explica que os “pelos” que se pode ver na imagem são provavelmente fibras musculares, decorrentes do processo de decomposição.

“Outras criaturas poderiam ter acelerado o processo de decomposição, mas parece uma carcaça em decomposição normal”, diz.

Segundo ela, apenas 10% das baleias e golfinhos que morrem em alto-mar acabam na costa.

“Eles podem ir para a costa por várias razões. Mas, neste caso, como é um animal que morreu há um tempo, ele poderia ter sido levado pelas ondas de uma tempestade.”

Recentemente, um terremoto atingiu a região. “Isso poderia ter feito pressão no fundo do mar, o que poderia ter trazido o animal para mais perto da superfície e da costa”, avalia Babey.

“(O terremoto) também poderia ter virado a carcaça, poderia ter causado diferenças nas marés e na força das ondas que a teriam levado para a costa.”

A especialista alerta ainda para o risco de contaminação ao se aproximar de uma carcaça como a que foi vista nas Filipinas.

“Qualquer animal em decomposição será portador de doenças, então agora eles terão que descartá-lo com segurança.”

“No Reino Unido, nós os colocamos em um aterro, mas eles também poderiam empurrar a carcaça para mais longe no mar”, explica.