Acordo livre-comércio UE e Japão

União Européia e Japão protagonizam acordo de livre-comércio.

 

Acordo de livre-comércio

Japão e União Européia assinam acordo de livre-comércio.

União Europeia e Japão firmaram, nesta terça-feira, em Tóquio, um ávido acordo de livre-comércio que constitui “uma potente mensagem contra o protecionismo” do presidente americano, Donald Trump, e cria um dos maiores blocos comerciais do mundo.

“Hoje é um dia histórico, porque celebramos a assinatura de um acordo comercial extremamente ambicioso entre duas das principais economias do mundo”, diz o comunicado divulgado após a assinatura. É “uma mensagem clara contra o protecionismo” de Trump, afirmou o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk.

O Acordo de Associação Econômica é um pacto que vai liberar a maior parte de seus intercâmbios comerciais e com o qual as duas partes esperam impulsionar suas economias.

Assinaram o acordo o primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, e os presidentes da Comissão Europeia e do Conselho Europeu, Jean-Claude Juncker e Donald Tusk.

O acordo comercial que deve eliminar quase todas as tarifas aduanerias, que custam mais de US$ 1 bilhão por ano aos dois parceiros.

De acordo com a Comissão Europeia, o acordo é o maior pacto econômico já negociado pela UE e criará um dos maiores blocos comerciais do mundo, abrangendo 600 milhões de pessoas e cerca de um terço do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.

A expectativa é de que entre em vigor até o fim do mandato atual da Comissão Europeia, no segundo semestre de 2019.

Trata-se de um “ambicioso pacto comercial entre duas das maiores economias do mundo” que constitui “um passo histórico”, destacaram os três líderes, em uma declaração conjunta após assinatura do documento.

Com o acordo, o Japão e a UE “enviam uma mensagem poderosa para promover o livre-comércio e baseado em regras, ” disseram, acreditando que o pacto ajudará no “crescimento econômico inclusivo” e “criação de emprego”.

40% do comércio global

Uma vez entre em vigor, o Acordo de Associação Econômica criará a zona econômica mais aberta do mundo, já que o país asiático e o bloco comunitário aglutinam 40% do comércio global e 30% do Produto Mundial Bruto.

Ele foi selado em um momento marcado pelas tensões comerciais entre Tóquio e União Europeia com os Estados Unidos, por causa das medidas protecionistas aplicadas pelo presidente americano Donald Trump.

O tratado vai liberar 91% das importações da UE para o Japão e até 99% quando for aplicada em sua totalidade. O volume total de comércio de bens e serviços entre o bloco europeu e o Japão é de 86 bilhões de euros (cerca de US$ 100 bilhões de dólares) e gera 600 mil empregos, segundo dados da Comissão Europeia.

O Japão é o segundo maior parceiro comercial dos Vinte e Oito na Ásia depois da China, enquanto o bloco comunitário é o terceiro parceiro global do país asiático por volume comercial após os Estados Unidos e Pequim.

A União Europeia, que é o maior mercado comum do mundo, com 28 países e 500 milhões de pessoas, tenta fechar mais alianças diante do protecionismo de Trump.

Os EUA impuseram tarifas de 25% sobre importações chinesas, no valor de US$ 34 bilhões, e Pequim respondeu na mesma moeda, impondo sobretaxas equivalentes sobre produtos americanos no mesmo valor.

“É dever comum da Europa e da China, mas também dos EUA e da Rússia, não destruir, mas melhorar [a ordem comercial global], e não iniciar guerras comerciais, que já se transformaram em conflitos acirrados tantas vezes na história”, afirmou Tusk nesta segunda-feira.

Além disso, a UE e Japão assinaram nesta terça-feira um Acordo de Associação Estratégica, onde as duas partes esperam aprofundar sua cooperação em questões como a defesa dos direitos humanos, temas culturais e luta contra a mudança climática.

 

Fonte: G1

 

Receita muda de lugar e reduz horário para tirar dúvidas do IR 2017 em SP

A Receita Federal dá início nesta quinta-feira (2) a um plantão de atendimento em São Paulo para ajudar os contribuintes que têm dúvidas sobre a declaração deImposto de Renda 2017.

Mas, atenção: há mudança no local do atendimento e redução de três horas e meia no horário do plantão.

O atendimento será na Avenida Pacaembu, 715, próximo à estação Marechal Deodoro do metrô. Antes, era realizado no bairro da Luz.

O horário também foi reduzido. O serviço passa a funcionar de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, exceto feriados. As vagas são limitadas e é preciso pegar senhas para atendimento até as 16h.

A assessoria de imprensa informa que o contribuinte que retirar a senha até as 16h será atendido no mesmo dia.

Antes, o serviço funcionava das 7h30 às 18h, para retirada das senhas.

O plantão vai funcionar até 28 de abril, último dia do prazo de entrega do IR 2017.

O atendimento é exclusivo para dúvidas relativas à declaração do IR 2017. Para dúvidas sobre a declaração de outros anos ou outros assuntos, o contribuinte deve procurar as demais unidades de atendimento da capital (veja link encurtado e seguro: http://zip.net/bctFwK).

Dólar fecha em queda de 0,65%, a R$ 3,093, com poucos negócios pós-Carnaval

O dólar comercial fechou esta quarta-feira (1º) em queda de 0,65%, cotado a R$ 3,093 na venda. Na sexta-feira, antes da pausa para o Carnaval, a moeda norte-americana havia subido 1,86%, na maior alta diária em três meses.

O dia foi de poucos negócios nesta Quarta-feira de Cinzas. As negociações no mercado de câmbio só começaram a ser feitas a partir das 13h.

No exterior, investidores aumentavam as apostas de que os juros nos Estados Unidos podem subir em breve. Declarações recentes de membros do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) deram a entender que a taxa de juros no país pode subir já neste mês.

Juros maiores nos EUA podem atrair para lá recursos investidos em outros mercados onde as taxas hoje são mais atraentes, como o Brasil.

(Com Reuters)